Outro personagem muito interessante de quem descendo é Bárbara de Alencar, heroína do Ceará. Ela e seus filhos tiveram uma relação conturbada com o capitão-mor Filgueiras, que os prendeu em 1817 e a quem se aliaram em 1823 e em 1824. Foi a tataravó de meu avô materno, Aristides da Cruz Parente.
Bárbara Pereira de Alencar (Senhor Bom Jesus dos Aflitos de Exu, 11 de fevereiro de 1760 — Fronteiras, 18 de agosto de 1832) foi uma comerciante e revolucionária brasileira. É uma das personagens mais importantes da Revolução Pernambucana e da Confederação do Equador.[1][2][3]
Era avó do escritor José de Alencar, e tem como uns dos seus descendentes o escritor Paulo Coelho em sexta geração.[4][5]
Biografia
Bárbara Pereira de Alencar nasceu no dia 11 de fevereiro de 1760 em Senhor Bom Jesus dos Aflitos de Exu, sertão de Pernambuco, na Fazenda Caiçara — pertencente ao patriarca da família Alencar, o português Leonel Alencar Rego, seu avô. Adolescente, Bárbara se mudou para a então vila do Crato (também situada na Chapada do Araripe), casando-se com o comerciante português José Gonçalves do Santos.[6][7]
A heroína republicana era mãe dos também revolucionários José Martiniano Pereira de Alencar e Tristão Gonçalves de Alencar.
No contexto da Revolução Pernambucana de 1817, teve os bens da família confiscados e foi presa e recolhida ao Quartel de 1ª Linha, entre a Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção e a Cadeia do Crime (depois Cadeia Pública). De lá, saiu para as prisões do Recife e posteriormente da Bahia, conforme depoimento autorizado do Barão de Studart, que desfaz o relato inverídico que tenha sido encerrada sob uma abóbada no subsolo da fortaleza, acima apontada. O relato infundado criado por Théberge se acha no seu "Esboço Histórico da Província do Ceará".
Morreu depois de várias peregrinações em fuga da perseguição política em 1832 na cidade piauiense de Fronteiras, mas foi sepultada em Campos Sales, no Ceará. Seu túmulo está em processo de tombamento.
Na poesia
Em 1980 o escritor Caetano Ximenes de Aragão publicou o épico livro-poema Romanceiro de Bárbara sobre a Confederação do Equador com ênfase na saga desta heroína em 77 poesias, recentemente reeditado pela secretaria de cultura do Ceará sob a coleção Luz do Ceará.[8][9]
Sem comentários:
Enviar um comentário